domingo, 5 de julho de 2009

Meu cálice

Aceitei e dele bebi
Mas esse não fez efeito algum
Mal pude desfrutar
Foi insaciável
Ao menos senti o gosto do segundo gole
Nem sei se realmente o toquei

Trate de me saciar
Se sua bebida serve de consolo
Pra alguém que esta em suas mãos
Não se distancie
Eu não lhe farei mal algum
A menos que deseje

Não tenha receio de me embriagar
Quero te contar um segredo
Não o tire das minhas mãos
Me devolva esse cálice
Sinta-se bem com o meu desdenho

Possua-me
Depois se omita a minha visão
Se a ver outra vez não serei tão covarde
Essa é sua ultima chance
Talvez haja uma próxima
Talvez haja uma distante proposta de prazer

Somos apenas opostos que se expelem no fim
Com atuais desejos em comum
Meu erro agora é te dar o luxo de meu corpo ter
Não me ignore
Me embriague pois conheço seu querer

Sou presa fora da selva ,
Me embriague por minha rara perseverança
Tu és meu cálice agora
Então devolva o meu prazer
Antes que eu me despeça
Antes que tudo chegue ao fim!

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