domingo, 22 de março de 2009

Mistérios do além

O reflexo do desespero
a sombra ressurgindo da luz
mistérios do além
fecho meus olhos...

o que a no interior?
Mistérios de ninguém,
que tento conhecer,
escrever,
explicar.

Minha alma insípida,
temendo o amanhecer
na madrugada,
abandonada.

Grita,
chora,
não se cala,
não vê nada.

Mas quem a de ouvi-la
ela não sai
o claustro é sua casa
ela não arrisca,

se fecha pro mundo
o exterior é temido
fica presa no casulo do corpo,
por suas limitações

Lugar inquietante,
porém menos perigoso
às vezes se bate
às vezes bate em alguma coisa.

O que ela sente?
Cólicas de uma menstruação,
ou talvez efeitos de uma anestesia
nenhuma dor,
nenhum toque,

apenas o desespero
de não sentir,
de não saber como agir
ela vive o seguro inseguro,
do qual não deseja mais fazer parte.

Retire essa agulha,
que sustenta minha angustia
abro os olhos,
espero ter aberto meu próprio cadeado
meus mistérios,meu além!!!

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