O reflexo do desespero
a sombra ressurgindo da luz
mistérios do além
fecho meus olhos...
o que a no interior?
Mistérios de ninguém,
que tento conhecer,
escrever,
explicar.
Minha alma insípida,
temendo o amanhecer
na madrugada,
abandonada.
Grita,
chora,
não se cala,
não vê nada.
Mas quem a de ouvi-la
ela não sai
o claustro é sua casa
ela não arrisca,
se fecha pro mundo
o exterior é temido
fica presa no casulo do corpo,
por suas limitações
Lugar inquietante,
porém menos perigoso
às vezes se bate
às vezes bate em alguma coisa.
O que ela sente?
Cólicas de uma menstruação,
ou talvez efeitos de uma anestesia
nenhuma dor,
nenhum toque,
apenas o desespero
de não sentir,
de não saber como agir
ela vive o seguro inseguro,
do qual não deseja mais fazer parte.
Retire essa agulha,
que sustenta minha angustia
abro os olhos,
espero ter aberto meu próprio cadeado
meus mistérios,meu além!!!
domingo, 22 de março de 2009
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